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Grampá lança “Mesmo Delivery”

1 outubro, 2008

O desenhista e roteirista gaúcho Rafael Grampá  — que granjeou recentemente o norte-americano Eisner Award na categoria Melhor Antologia com a revista “5” (Idem, 2007), em conjunto com Gabriel Bá, Fábio Moon, Becky Cloonan e Vasilis Lolos – lançará amanhã, 2 de outubro, a versão nacional de seu primeiro álbum solo: “Mesmo Delivery” (Idem, 2008). O título, já publicado na terra de Bush pela Adhouse Books, chega às lojas brazucas através da editora Desiderata, recentemente adquirida pela Ediouro.

Transbordante de violência e referências cinetográficas e televisivas, que vão do western spaghetti de Sérgio Leone ao denso trabalho de Sam Peckinpah, passando por diversas séries setentistas, a obra narra a história de Rufo, um ex-boxeador que, empregado pela empresa de transportes “Mesmo Delivery“, recebe a tarefa de transportar uma misteriosa carga até seu destino. O assassino Sangrecco acompanha Rufo a fim de garantir a segurança do material e manter os curiosos devidamente afastados. Porém, a situação se complica quando um bando decide se apossar da carga.

O álbum faz parte de uma safra recente de produções independentes que vêm trazendo novo fôlego à ainda engatinhante indústria de quadrinhos nacionais. Dentre os expoentes dessa geração, encontram-se justamente Grampá e os gêmeos Bá e Moon, cujas obras têm sido cada vez mais elogiadas e angariam prêmios nacionais e internacionais. Não bastasse o pedigree, a carga de referências e influências certamente tornam “Mesmo Delivery” um prato para ser saboreado aos poucos. Sentir as texturas narrativas e descobrir, página a página, os diálogos travados entre a obra e os diversos trabalhos que nela ecoam transforma qualquer leitura.

E como tudo que vai, volta, “Mesmo Delivery” chegará em breve às telas dos cinemas, refazendo o caminho desbravado por “O dobro de cinco” (Idem, 1999), de Lourenço Mutarelli, que saiu das prateleiras de quadrinhos cult para os estúdios de gravação. Grampá já negociou os direitos da adaptação com o produtor Rodrigo Teixeira e, como dizem que a história já nasceu implorando pela tela grande, é possível que tenhamos notícias mais rápido do que imaginamos.

É nessas horas que lamento profundamente morar no interior. Infelizmente, esse tipo de trabalho sequer se aproxima destas terras neandertais, que, recentemente, perderam a única livraria que já prestou em toda a sua história. Rendamos graças, pois, à internet, já que através dela, poderei colocar meus dedos nessa preciosidade. Só algo assim para fazer um colecionador aposentado voltar à ativa. Aquisição obrigatória.

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