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Entrevista Lourenço Mutarelli

8 novembro, 2008

Lourenço Mutarelli é um cara bacana. (Ex) Quadrinhista, artista gráfico, escritor e roteirista, ele conversou com a equipe do Cultura Útil durante o “4º Fórum das Letras de Ouro Preto”, onde lançou o livro “A arte de produzir efeito sem causa”.

Cultura Útil — Como é para você ver um livro seu, no caso “O cheiro do ralo”, virar um filme. O resultado é mais surpreendente ou mais frustrante?

Lourenço Muterelli — Eu não tenho apego àquilo que faço então foi muito prazeroso. Foi uma adaptação que tem muita fidelidade, que não é fiel, ou que havia sido apresentado de uma maneira diferente já havia sido apresentado para mim e eu estava muito envolvido com o meio e a equipe então foi bastante prazeroso ver essa adaptação. Eu tive agora uma peça adaptada para o teatro, “O natimorto”, que também foi adaptada para o cinema e eu tive sorte de ter pego pessoas que adaptaram com muito respeito, apesar de terem sido adaptações.

Cultura Útil — E há troca de idéias entre você e as pessoas responsáveis por essas adaptações?

Lourenço Muterelli — Eles tem total liberdade, eu não me envolvo. No caso de “O cheiro do ralo”, eu escrevi o livro em 2001 e nunca mais li, enquanto eles viviam lendo e rabiscando então eu falo que eles conhecem o livro muito melhor do que eu e que então não me perguntassem nada. E foi assim, eu opinei muito pouco mesmo.

Cultura Útil — Em “O natimorto”, há uma linguagem diferente na escrita, que mais se assemelha a um roteiro de cinema ou até mesmo ao formato das peças de Sheakspeare, como é criar esse formato?

Lourenço Muterelli — Não foi uma coisa muito pensada, parto de uma idéia, sempre algo experimental e eu sigo isso. Eu ultimamente eu tenho apresentado cada um de uma forma e “O natimorto” é o meu favorito. A idéia de como eu apresentei não foi muito consciente, foi uma idéia e eu fui seguindo, não teve um porquê.

Cultura Útil — E o lançamento do novo livro “A arte de produzir efeito sem causa”. É diferente do que você vinha fazendo antes?

Lourenço Muterelli — Ninguém consegue guardar o nome desse livro, eu acho isso muito bom. Ele é diferente e a minha idéia era experimentar de uma forma diferente e tentar usar a terceira pessoa, que eu não tinha experimentado. Ele tem um pouco da atmosfera do meu trabalho, não tem como fugir disso. Mas o meu maior desafio era fazer um texto naturalista, que tivesse uma certa realidade, uma certa lentidão no que acontecia para dar mais força à rotina dos personagens que estão envolvidos na trama.

Cultura Útil — E o que destacaria hoje na literatura e no cinema?

Lourenço Muterelli — Poxa, eu estou desatualizado de literatura. No cinema, sem ser no nacional, eu gosto muito dos irmãos Cohen, achei o último filme deles brilhante. Do cinema nacional o que eu mais gostei agora, embora tenha passado algum tempo foi “Cinema, aspirinas e urubus”. Literatura… eu estou lendo umas coisas tão antigas. É que eu não leio romance. Um que saiu agora chamado “Vulgo grace”, de uma autora que é escritora de best-seller, pois trata de uma temática que eu gosto de estudar. Acho que foi muito envolvente entrar nesse livro. Mas é que eu to meio desatualizado mesmo.

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One Comment leave one →
  1. 10 novembro, 2008 11:13 pm

    Cara, muito bacana a entrevista. Virei fã desse homem depois de assistir e ler O Cheiro do Ralo. Fiquei com pena de não ter podido ir…

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