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“Nine” por João Ventura

8 julho, 2010

Musicais são um mistério do cinema para mim. Acho um gênero bem sem graça e irritante, no entanto, há alguns que são espetaculares como Tommy (1975), que é uma adaptação da ópera rock do The Who e Across the Universe (2007), que narra uma história através das músicas dos Beatles. Mas, fora essas exceções, o resto fica no 0 a 0.

Eis aqui mais um desses musicais, que tem um bom argumento, mas que também ficou na mesmice. Trata-se de Nine, dirigido por Rob Marshall, aquele de Chicago (o  musical, não a cidade). O filme é derivado de um musical que estreou na Broadway em 1982, e que, por sua vez, foi baseado no filme 8 ½ de ninguém mais do que Fredrico Fellini.

Na história, o diretor Guido Contini está prestes a lançar seu novo filme, que será o nono de sua carreira (por isso o nome Nine). Essa premissa já é chupada de 8 ½, onde um diretor havia realizado oito filmes e um curta-metragem. Aliás, o nome do diretor também é igual. Se em 8 ½ o protagonista era Guido Anselmi, em Nine o diretor é Guido Contini. Iguais também estão os nomes da esposa de Guido, Luísa, da amante, Carla, da prostituta, Saraghina e da estrela dos filmes dele, Claudia.

Para interpretar os personagens, um elenco de peso: Daniel Day-Lewis (Guido), Penélope Cruz (Carla), Nicole Kidman (Claudia), Sophia Loren (Mãe de Guido), Judi Dench (a produtora Lilli) e, até mesmo para dar uma popularizada, a Fergie (Saraghina). É um elenco de respeito, não? É, e fazem muito bem o que lhes é proposto no filme: cantar e interpretar as canções que narram a trajetória de Guido.

As músicas são cantadas por Guido e por cada uma das sete mulheres que o rodeiam. Às já citadas se inclui a jornalista Stephanie (com ótima atuação de Kate Hudson). São elas e Guido que entoam as canções durante o filme e, vale dizer, o trabalho de voz e de coreografias está muito bom. Quem gosta dessas coisas, vai se amarrar. Guido então é pressionado à apresentar o novo filme (para o qual não tem idéias, nem roteiro, nem nada) e resolver as questões da sua própria vida, ou seja, saber com qual dessas mulheres vai ficar, afinal, ele pega quase todas e isso lhe causa muitos problemas.

Enfim, para o que se propôs o filme, ser um musical re-re adaptado até que está bom. Mas, como já falei, ele não me pegou porque trouxe mais do mesmo. Podiam, pelo menos, dar uma inovada no roteiro ou algo que modificasse um pouco a história. Por isso, continuo com Tommy e Across the Universe, que um dia, prometo, trarei a crítica para vocês.

Ficha Técnica:

Diretor: Rob Marshall

Elenco: Daniel Day-Lewis, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Marion Cotillard, Sophia Loren, Kate Hudson, Stacy Ferguson (Fergie), Giuseppe Cederna, Elio Germano.

Roteiro: Michael Tolkin, Anthony Minghella

Duração: 119 min.

Ano: 2009

País: EUA

Gênero: Musical

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One Comment leave one →
  1. Carla Cardoso permalink
    8 julho, 2010 9:58 pm

    Mesmo não sendo muito inovador, o musical realmente traz um maravilhoso elenco. Vale ressaltar a atuação da bela Marion Cotillard, a Luisa Contini, que cumpriu muito bem o seu papel. Sophia Loren, também ainda tão bela, se não a única, uma das poucas italianas do elenco, mais uma vez fez jus ao nome, um dos mais importantes na história de Hollywood. Valeu mesmo a dica!

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