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“Fábulas: A Marcha dos Soldados de Madeira”, por João Ventura

20 julho, 2010

Quando éramos crianças, as melhores histórias, sem dúvida, eram a que nossos pais contavam. E essas histórias certamente incluíam os clássicos como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Branca de Neve e os sete anões. Elas embalavam os sonhos e até serviam para ensinar lições importantes.

Vem a fase adulta e, pelo menos para alguns, continua o gosto pelas boas histórias. Porém, aquelas lá do nosso tempo de criança não parecem mais tão interessante. Após crescermos um pouco os personagens e tramas parecem meio “coisa de criança”.

Bem, pareciam…

Vencedora de 25 prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos), a série Fábulas é uma das melhores obras que já tive a oportunidade de ler. A idéia do autor Bill Willingham foi pegar justamente aqueles personagens do passado e fazer uma trama envolvente, ótima e, sobretudo adulta, que acompanha o crescimento daqueles que as ouviam quando eram crianças.

O primeiro encadernado A Marcha dos Soldados de Madeira, traz o arco de histórias completo que foi publicado aqui no Brasil em partes pela Pixel na extinta revista Fábulas Pixel. Ele traz a história completa e ainda um prelúdio chamado O último Castelo, que conta um pouco da origem das Fábulas. Esse primeiro volume saiu nas bancas há uns dois meses, mas ainda está à venda em alguns lugares. Recomendo.

O argumento da série é bem interessante: as Fábulas foram expulsas de sua terra por um inimigo chamado O Adversário, que comanda uma tropa de Goblins, Orcs, Trolls e outros bichos absolutamente violentos. Diante da onda de violência, pilhagens e até estupros, os habitantes não tiveram outra alternativa a não ser fugir do lugar e buscar refúgio em Nova York. Elas vivem lá em segredo, se misturando aos humanos, em uma série de prédios escondidos na rua Bullfinch.

“A Marcha” conta então como alguns soldados de madeira, com roupas estilo Homens de Preto, voltam para chantagear as Fábulas, roubar seus artefatos mágicos e ainda destruí-las. Mas as fábulas não vão deixar isso barato. Liderados pela Branca de Neve e o Lobo Mau, elas pretendem lançar uma contra-ofensiva para se defender, dando início a uma pequena guerra.

Como já dito, a série é bem adulta e mostra os personagens clássicos de uma maneira diferente. Há muita violência, cenas e insinuação de sexo e conspirações  e trapaças, o que causa um certo estranhamento, já que se trata de personagens “infantis”(a série, inclusive, vem com uma recomendação indicando a leitura para maiores de 18 anos). Mas nenhum desses elementos é gratuito e são muito bem dosados, contribuindo para a trama. Os desenhos também são ótimos, assinados por Mark Buckingham, Craig Hamilton, Steve Leialoha e P. Craig Russel.

Não é à toa que a série foi chamada de a sucessora de Sandman no mercado americano. Ela possui muitas possibilidades e aposta nos personagens carismáticos que já conquistaram os leitores há muito tempo. Willingham se apega a pequenos aspectos dos personagens, desenvolvendo sua história a partir da chegada em NY. Alguns, como o Lobo Mau, ainda tem sua origem contada, que não aparecia na história original e que explica muita coisa dela, por incrível que pareça. Os diálogos são bons, envolventes e cheios de ótimas sacadas e referências.

Fábulas é um ótimo trabalho e, nessa última semana foi publicado um segundo encadernado da série, chamado Ventos da Mudança, outra hora volto a falar dele aqui, que é tão bom quanto o original. Por enquanto recomendo os dois. Você viverá feliz para sempre enquanto durar a leitura.

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Enigmas cinematográficos

19 julho, 2010

O publicitário Felipe Pacheco lançou uma série de webdings no UOL que é uma espécie de jogo: a regra é advinhar o nome do filme através de desenhos simples. Muito legal. Para acessar, clique aqui.

Tente advinhar e publique nos comentários.

“S. Darko –Um conto de Donnie Darko”, por João Ventura

19 julho, 2010

Atenção: O post abaixo está cheio de spoilers. Caso não queira saber de eventos-chave da (horrorosa) trama para não estragar o prazer ao assistir ao filme (acredite, você não o terá), deve evitá-lo. Penso assim em fazer um bem público, pois ninguém merece assistir uma porcaria dessas.

Bom, lendo o aviso acima, já deu que eu não gostei do filme (?). No restante do texto vamos aos pormenores disso e mostrar porque “S. Darko” é uma coisa que deve ser esquecida, enterrada para sempre.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que o filme original Donnie Darko (Richard Kelly, 2001) é um dos melhores filmes que já vi. Uma excelente e sombria trama, com atores de qualidade, trilha sonora que cria o clima perfeito, ótima fotografia e, enfim, um filme que, quando chega ao final, você viu que ele foi redondinho, fechado, uma obra prima que obtém esse status porque, nas suas duas horas de duração, extraiu tudo o que poderia extrair, de forma magnífica e sublime. Tipo, se melhorar estraga, saca?

Pois é, mas os executivos responsáveis pelo estúdio acharam que Donnie não era uma obra prima e sim uma fonte para lucros futuros, dado o seu sucesso. Então, resolveram tentar tirar mais leite da vaca gorda. “Vamos fazer uma continuação!”, pensaram os infiéis. E aí, com a recusa (óbvia) de Richard Kelly e de boa parte do elenco atual, colocaram nas mãos de uns profissionais meia-boca e aconteceu o que todos já sabiam. A merda fedeu.

O filme conta a história de Samanhta Darko (o S. do título), irmã mais nova de Donnie que, no filme original, só tinha uma fala e nesse filme tornou-se a protagonista. Ela endoidou após a morte do irmão e fugiu do seu lar que, segundo os créditos iniciais, ruiu após a morte trágica de Donnie. Ela então viaja sem rumo com a amiga Corey, uma metida a alternativinha que só faz merda. As duas vão parar em uma cidadezinha no interior dos EUA que possui aqueles estereótipos de todo o filme:  o nerd, o playboy, o pastor, o dono do hotel, o doido…

E aí, preparem-se, cai um meteoro (sim, infelizmente) na cidadezinha, justamente no lugar onde Iraq Jack (o doido), costumava ficar sentado. Só que ele é salvo por, ninguém mais ninguém menos que o espírito de Samantha morta (???), que o livra da morte certa falando que o mundo vai acabar em quatro dias. Isso lembra alguma coisa?

Daí em diante, o filme é uma cópia muito mal feita de tudo o que aconteceu no filme anterior: Samantha é sonâmbula e acorda sempre longe da sua cama, seu espírito morto dá ordens a Iraq Jack para fazer coisas tipo, colocar fogo em uma igreja, Samanhta ainda sofre com a visão de um garoto morto, sua amiga,que nunca teve contato com o sobrenatural volta no tempo para salvá-la de um atropelamento, o pastor é pedófilo e, se preparem para o pior…

Numa das cenas mágicas, a Samantha morta ordena a Jack para que ele faça uma máscara de coelho!!!!! Sim, você leu certo, UMA MÁSCARA DE COELHO! E tem mais: ele é, nada mais nada menos do que o neto de Roberta Sparrow, a velha louca do primeiro filme! Uma forçação de barra sem dó nem piedade. Sem contar que, no final do filme, há uma chuva de meteoros que irá destruir a terra! É mole? E, além disso, o meteoro causa coceira nas pessoas? Para salvar o mundo, Jack aceita voltar no tempo e se sacrificar, morrendo no lugar onde caiu o primeiro meteoro. Original toda vida.

O que dá mais raiva são os depoimentos do diretor e roteirista nos extras. Os caras dizem que o filme original não é pra ser mexido, que consideram-no intocável, mas foram lá e fizeram essa porcaria. Eles não tem nem vergonha na cara em falar que “no original, Donnie se sacrificava para salvar o mundo”, tenha dó! Se disseram fãs mas simplesmente NÃO ENTENDERAM O FILME!

Enfim, esse filme é inútil porque, se a pessoa não viu o original, não entenderá nada, se viu, verá que cagaram com tudo. Se você é fã de Donnie Darko corra, mas corra muito. Depois não vai ter viagem no tempo que te salve de uma roubada dessas…

S. Darko (S. Darko A Donnie Darko Tale, DVD 2009 – 103 min)

Direção: Chris Fisher.
Roteiro: Nathan Atkins baseado nos personagens de Richard Kelly.
Elenco: Daveigh Chase, Briana Evigan, Elizabeth Berkley
Gênero: Suspense.

“Invictus” por João Ventura

16 julho, 2010

Quando falamos em grandes diretores é inevitável não lembrar de alguns nomes como Kubrick, Fellini, Scorcese, Coppola e Goddard, entre outros. Esses são os maiores. Mas, uma escala abaixo dos “grandes”, estão os bons diretores. E, o diretor de Invictus, Clint Eastwood, está entre eles.

Fiz esse comentário antes de falar de Invictus porque muito do que achei do filme tem a ver com Eastwood. Tanto como ator como diretor, ele vem fazendo um trabalho bastante sólido. Em todos os seus filmes, desde Sobre Meninos e Lobos até o sucesso Menina de Ouro, há sempre o elemento da emoção nos filmes, aquela emoção que simplesmente brota porque a história é focada nos (bons)personagens que compõem a trama.

Em Invictus, a bola da vez é o lendário presidente sul-africano Nelson Mandela (Morgan Freeman, que tem uma incrível semelhança física com o presidente). A narrativa, baseada em fatos reais, atinge o período em que Mandela recém assumiu a África do Sul e ainda lida com as chagas deixadas pelo Apartheid. Ele encontra dificuldades para unir o país e, para tanto, conta com a ajuda do capitão da seleção nacional de rugby, François Pienaar (Matt Damon), que lidera o time na Copa Mundial de Rugby, que acontece naquele país (o filme ter sido lançado próximo da Copa do Mundo de Futebol na África do Sul não foi uma coincidência).  Aí, vem aquela historinha que, apesar de ter sido verdadeira, é clichê: unir o país em torno da equipe para superar as questões raciais.

Mas aí é que entra a maestria de Eastwood: os personagens são tão bem construídos, que você não liga para os clichês. Há cenas tão emocionantes, tão humanas, que envolvem o telespectador e o fazem ter uma empatia sinistra com a história. Duas delas são o momento em que Pienaar entra na cela em que Mandela esteve preso e a fecha por dentro e o momento da conquista do título pela Seleção da África (isso não é spoiler porque o filme foi baseado em fatos reais e todo mundo já sabia o que ia acontecer). Além disso, as cenas são bem construídas, bem dirigidas. Os atores também ajudam (até o Matt Damon!), mas esse trabalho bem feito, que deixa transparecer até as marcas da segregação racial, é uma marca do diretor.

Eastwood não faz parte (ainda) do time dos diretores de primeira linha, mas é, sem dúvida, um dos melhores em atividade. Como já dito, o humano é o foco principal de seus filmes, cujos personagens estão sempre vivendo dramas, dilemas e tudo o mais. Ele mexe lá nos nossos sentimentos, sem que percebamos e isso é sim uma marca dos grandes. Um dia Eastwood chega lá mas, por enquanto, já fez muito mais do que se esperava dele.

Ficha Técnica

  • título original:Invictus
  • gênero: Drama
  • duração:02 hs 14 min
  • ano de lançamento:2009
  • direção: Clint Eastwood
  • roteiro:Anthony Peckham, baseado em livro de John Carlin
  • Bravo Mury

    14 julho, 2010

    Estou copiando aqui uma matéria que saiu na revista Bravo há um tempinho. É sobre o artista Alexandre Mury, ex-morador de Campos e professor da Fafic. O cara faz um trabalho bem legal, com auto-retratos e tal. Vale a pena conferir:

    Não tem como não olhar para os auto-retratos do capixaba Alexandre Mury e não esboçar ao menos um sorriso.
    Uma fotografia dele já faz parte da coleção Gilberto Chateaubriand, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
    Debochado e irônico, há quem o associe à americana Cindy Sherman, que nos anos 70 se registrava como uma atriz anônima em poses que lembram filmes b.
    Mas não é preciso ir longe assim para reconhecer Mury como um bom artista, desses que arriscam, sabe?
    Seu Hamlet com rolos de papel higiênico no pescoço é divertido e corajoso.

    Por Gisele Kato

    Comentário do Artista
    O auto-retrato, Hamlet (2010), está na coleção de Gilberto Chateaubriand. Esta assim como outras fotografias minhas estão em diversas situações, cenários e personagens de maneira humorada, irônica, debochada e bastante crítica. Sempre reinventando o icônico e pictórico com uma identidade muito vernacular e improvisada. O Hamlet é uma livre interpretação recontextualizada pelo imaginário do artista inserindo novos elementos de maneira lúdica e intrigante.

    Perfil do artista
    Alexandre Mury, artista, publicitário, designer gráfico e professor. Artista por vocação, desde criança desenhou e pintou e aos 16 anos começa a fotografar. Expôs pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) na mostra “Novas aquisições da Coleção Gilberto Chateaubriand – 2007/ 2010”. Joaquim Paiva, o maior colecionador de fotografia do país, foi o primeiro a adquirir sua obra. Alexandre Mury já tem diversos trabalhos de fotografia com outros importantes colecionadores. 

    Não tem como não olhar para os auto-retratos do capixaba Alexandre Mury e não esboçar ao menos um sorriso.
    Uma fotografia dele já faz parte da coleção Gilberto Chateaubriand, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
    Debochado e irônico, há quem o associe à americana Cindy Sherman, que nos anos 70 se registrava como uma atriz anônima em poses que lembram filmes b.
    Mas não é preciso ir longe assim para reconhecer Mury como um bom artista, desses que arriscam, sabe?
    Seu Hamlet com rolos de papel higiênico no pescoço é divertido e corajoso.

    Por Gisele Kato

    Comentário do Artista
    O auto-retrato, Hamlet (2010), está na coleção de Gilberto Chateaubriand. Esta assim como outras fotografias minhas estão em diversas situações, cenários e personagens de maneira humorada, irônica, debochada e bastante crítica. Sempre reinventando o icônico e pictórico com uma identidade muito vernacular e improvisada. O Hamlet é uma livre interpretação recontextualizada pelo imaginário do artista inserindo novos elementos de maneira lúdica e intrigante.

    Perfil do artista
    Alexandre Mury, artista, publicitário, designer gráfico e professor. Artista por vocação, desde criança desenhou e pintou e aos 16 anos começa a fotografar. Expôs pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) na mostra “Novas aquisições da Coleção Gilberto Chateaubriand – 2007/ 2010”. Joaquim Paiva, o maior colecionador de fotografia do país, foi o primeiro a adquirir sua obra. Alexandre Mury já tem diversos trabalhos de fotografia com outros importantes colecionadores.

    Top 10: Os mais clássicos personagens dos games, por João Ventura

    13 julho, 2010

    Eis aqui a minha primeira lista do blog. Não sou muito bom com listas, sempre esqueço alguém, mas achei uma bem divertida para começar. Trata-se da lista dos personagens mais clássicos dos games. Explico: entraram na lista só personagens originais dos jogos de videogame, que foram criados excepcionalmente nessa mídia e não algum de outra, que ganhou um jogo para alguma plataforma (ex: Tartarugas Ninja ou X-Men).  A lista também reflete um gosto meio pessoal, sobretudo nas colocações e foram privilegiados os jogos que deixaram um legado e eu deram origem à idéias e conceitos novos nos jogos. Ela está aberta à discussão. Em ordem decrescente, pra aumentar a emoção, vamos lá:

    Décimo Lugar: Prince (Prince of Persia)

    O nosso décimo lugar é um herói desconhecido. Chamado apenas de Prince (é a tradução de príncipe, e não do cantor), ele é o solitário guerreiro, munido de espada que luta para salvar uma princesa em perigo (não é muita originalidade como vamos ver ao longo da lista). O jogo do nosso herói é um clássico e, por ser um dos primeiros jogos com movimentos diferenciados, como pular e se agarrar em algo, correr e se machucar caindo de grandes alturas, entra para a lista. Ele pode até parecer, mas não é o Aladin. Aliás, ao contrário deste, Prince não tem gênio para ajudar, vai na base da espada mesmo. O décimo lugar é dele, continuemos com os clássicos.

    Nono Lugar: Chun-Li (Street Fighter)

    Porque: Que o SF é um clássico absoluto, ninguém duvida e a nossa nona colocada é quase uma unanimidade. Chun-Li foi criada para que as meninas tivessem alguma identificação com os jogos de luta, que eram habitados somente por homens. E não só as garotas, mas os marmanjos também elegeram Chun-Li como a senhora dos jogos. Já vi muita gente dar pause durante as lutas somente para ver as pernas dela…

    Oitavo Lugar: Megaman

    Porque: Mega Man (também chamado de Rockman na versão japonesa) é um dos personagens que mais gerou continuações de sua saga. Só na versão “normal”, que engloba a luta contra o aparentemente imortal Dr. Wily, foram dez títulos, fora os da série X e aquela palhaçada do Megaman Network. Os jogos eram sempre a mesma coisa, mas não enjoavam e tinham uma gama de adversários bem legais, onde cada um era uma fase diferente. O Mega Man apareceu até no antigo desenho do Capitão N, um desenho legal sobre videogames, onde ele era verde (!) e de óculos escuros (!!!). O robozinho ainda lutou nos games da Marvel x Capcom e era um dos melhores personagens. Justíssima a presença na lista.

    Sétimo Lugar: Lara Croft (Tomb Raider)

    Porque: Se Lara Croft não é a musa dos games, está muito perto do topo. A personagem mais “nova” da lista, apareceu pela primeira vez em 1996, no primeiro jogo da série Tomb Raider e, de lá para cá, “atuou” em vários jogos. A série fez tanto sucesso que até virou filme, onde a heroína era vivida por ninguém mais ninguém menos do que Angelina Jolie! Para você ver o nível da personagem. Tanta fama fez com que o Guiness Book reconhecesse Lara como a heroína de jogos de videogame mais bem sucedida em 2006. Linda, destemida, acrobática e com duas armas na cintura, Lara arrebata os corações dos Geeks! O sétimo posto é dela!

    Sexto Lugar: Link (The Legend of Zelda)

    Porque: Não é novidade nenhuma em fábulas a imagem do herói que salva a princesa. Nos games também não, mas o nosso sexto lugar é um mestre nessa arte. Trata-se do Link, eterno salvador de Zelda. Ele começou a jornada em 1986 e, de lá para cá, já salvou a pele da realeza em diversos títulos. Ele também já salvou o mundo em Majora’s Mask, quando impediu que a Lua destruísse a Terra (nossa!). Link personifica o herói medieval que, munido de uma espada e coragem, salva a pátria. Ajudado por fadas e por magia, ele não desiste nunca. Tanto é que já até virou um desenho animado (bem legal, por sinal). Em matéria de salvar princesas, Link é o segundo melhor da Terra, só perde para um dos outros integrantes de nossa lista.

    Quinto Lugar: Donkey Kong

    Porque: Se há heróis dos games que salvam princesas, a primeira aparição do nosso quinto lugar foi justamente o contrário: em 1981 era ele quem seqüestrava a princesa, que era salva por um bigodudo de macacão que depois obteve fama, sucesso e dinheiro (irônico não?). Após a surra, Donkey aprendeu a lição e agora trilha o caminho do bem. Seus jogos já foram adaptados para vários consoles, incluindo o mega sucesso Donkey Kong Country, para Super Nintendo, em 1994. O macaco ainda apareceu nas corridas de Mário Kart, sempre mandando bem e até hoje aparece ao lado do bigodudo. Ele é uma das figuras mais conhecidas dos games e já fez com que a Universal Studios processasse a Nintendo, alegando que Donkey seria cópia de um certo King Kong, cujos direitos já estavam em domínio público. Regenerado, Donkey então conquistou a fama e o quinto lugar na lista. Não lembrá-lo aqui seria uma baita macacada…

    Quarto Lugar: Sonic

    Porque: “O porco-espinho mais rápido do mundo”. Essa era a chamada para um dos maiores fenômenos dos games, o Sonic. Fazendo jus à sua velocidade, o azulzinho se tornou rapidamente o maior ícone da Sega, arrebatando uma legião de fãs. Sonic era veloz, derrubava os robôs malignos do Dr. Robotinik com giratórias e, até onde sei, foi o primeiro personagem ecológico dos games: ele lutava para livrar seus amigos animais do tirano. A partir do segundo jogo da série, Sonic ainda tinha a moral de virar Super-Sonic, de maneira semelhante aos Saiyajins de Dragon Ball. Ele ficava loiro e tudo, não é para qualquer um! Além de salvar os amigos, ele ainda segurou a barra da Sega por um tempão com seus royalties e direitos. O cara é tão foda que até virou o mascote do Quissamã F.C., time da região Norte Fluminense (Será que a Sega sabe disso?). Enfim, Sonic pode e subiu rapidinho para o quarto lugar.

    Terceiro Lugar: Pac Man

    Porque: Na pré-história dos jogos eletrônicos era o Atari que mandava no pedaço. E ele tinha seus próprios clássicos, como Pitfall, River Raid e Space Invaders. Mas teve um personagem dessa era que permaneceu até hoje como o mais clássico de todos: o Pac Man. Conhecido no mundo inteiro, ele era chamado no Brasil de Come Come, por causa do objetivo do jogo que era devorar todas os pontinhos que estavam no labirinto. Aliás, ele nunca conseguiu sair desse labirinto, onde via e enfrentava fantasmas. Quando a larica era muito grande e ele comia uma coisinha a mais para tomar coragem, papava até os inimigos. A exemplo da maioria da lista, Pac Man já virou desenho (Verdade! Se chamava Comilão!), ganhou várias outras versões e figura sempre nas listas de melhores/mais viciantes jogos. Há quem diga ainda que, por culpa dele, hoje jovens de todo o mundo se trancam em salas escuras, com músicas repetitivas e ficam engolindo coisas que os fazem ver fantasmas. Quanta injustiça! Ninguém que faz isso vira clássico, só ele! Medalha de Bronze!

    Segundo Lugar: Ryu (Street Fighter)

    Porque: Hadouken!!! Ele é o cara! Símbolo máximo dos jogos de luta, Ryu foi o precursor de uma era. Caindo na porrada com outros Street Fighters, sua fama alcançou o mundo e conquistou milhares de fãs. Exemplo do lutador dedicado, Ryu sempre se dedica ao máximo nos treinamentos e, em cada jogo que aparece sua fisionomia demonstra a busca por novos desafios. Ele sempre é o mais forte, o mais desafiado, o que tem mais rivais e o que não se importa com nada disso. Ryu é o símbolo da Capcom e apareceu em todos os títulos de Street Fighter e jogos relacionados com a franquia. Sair na porrada com Street Fighters, com personagens SNK, com heróis Marvel (!), com outros personagens da Capcom? Lá está ele! Forte, marrento, com seu eterno kimono, Ryu personifica os jogos de luta e a honra do lutador. Ele originalmente não apareceria em Street Fighter 3, mas um turbilhão de mensagens na internet o trouxeram de volta. À base da porrada, ele conquista um honroso segundo lugar e a medalha de prata na nossa lista. Mas não liga para isso. Ele continua mesmo é seguindo o caminho para ser o melhor, um verdadeiro guerreiro. “A luta é tudo”.

    Primeiro Lugar: Mário (Super Mário Bros.)

    Esse sim é um fenômeno! O bigodudo mais carismático de todos os tempos é o melhor do mundo no quesito salvar princesas e ainda faz isso com a cabeça cheia de cogumelos! Seja enfrentando o Koopa, o Donkey Kong ou dirigindo um kart, Mário é um sucesso. Ele é o símbolo da Nintendo, uma das maiores companhias de jogos do mundo e já apareceu em mais de 200 (sim, 200!) jogos! É o recordista absoluto nesse quesito. Acompanhado dos seres estranhos de seu mundo, Mário já até caiu na porrada em Super Smash Bros. Praticamente não há uma pessoa que não o conheça. Talvez só o Pac Man tenha tanta popularidade. Mário teve seu nome baseado em um dos diretores da Nintendo. Ele sempre acompanhado de sua trupe: Princesa, Luigi (seu irmão), Yoshi e as tartarugas voadoras. Ele, sem dúvida nenhuma, é O CARA quando se trata de games. E a medalha de ouro vai para Mário. Não tem nem mais o que falar. Mário é… MÁRIO!

    Menções Honrosas: Ainda há alguns personagens que merecem atenção, como os ninjas Shinobi, Gaiden, Sub-Zero e Scorpion. Também os lutadores Terry Bogard, Kyo Kusanagi e Iori Yagami de King of Fighters. Há também o Strider, que eu gosto muito. Enfim, o resto é assunto pra discussão nos comentários. Espero que tenham gostado.

    Mancada

    9 julho, 2010

    Já está no ar, no site do Cinemagic, a programação do cinema para a próxima semana e, para minha (e de muita gente) decepção, Kick-Ass não está entre os filmes que entram em cartaz.

    Kick Ass era, juntamente com Homem de Ferro 2, a minha maior expectativa para este ano. Queria muito ver o resultado da adaptação da hq de Mark Millar, que dizem, é ótima. Li um capítulo uma vez pela internet e achei muito interessante. A premissa é boa também: a de um garoto comum que resolve ser super herói e caçar bandidos na rua. Após ler as críticas fiquei mais louco ainda e me preparei para a estréia no dia 11 de junho e… nada!

    Bem, quase um mês depois, o filme ainda não chegou e é uma pena. Outros titulozinhos sem-vergonha como Cartas para Julieta e Plano B já estão lá e ainda não tem a porradaria dos pseudo-heróis. Que poxa.

    Bem, para conferir o que tá rolando no Cinemagic, clique aqui. Enquanto isso, eu sigo lamentando. Só pra ter um gostinho, coloquei o trailer de Kick Ass aí embaixo. Vocês  vão ver que eu tenho razão em reclamar.